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quarta-feira, 23 de abril de 2014

CONTO

PRETINHA, A INTRUSA.

Como no título encimado ela chegou e ficou. Decerto, fez um reconhecimento prévio da área, para uma possível e estratégica fuga. A exemplo dos da espécie felina não trouxe bagagem nem produtos de higiene corporal. Para que mesmo gata com NECESSAIRE?... Sem nunca haver trabalhado em circo, já chegou fazendo “teatro”! Apossou-se da água e do farto “rango”, comendo com desmedida avidez! No novo lar encontrou a companhia de dois inquilinos antigos, “Bichanos” estes, “Gatos velhos e escaldados”!
Daí prá frente cuidou de criar um programa que se resumiu em... brincar, comer e dormir... Foi aí que ela trocou os ossos, pelo ócio!... Para maior comodidade, afeiçoou-se aos seus samaritanos, que fizeram vista grossa... Se Pretinha tem planos para o futuro, como: explorar os telhados e os arredores, manter contatos gatarais e constituir sua prole nos moldes das “Famílias dos gatos modernos”, só o tempo dirá...
Os EXPERTS em gatologia e afins sabem, o quanto é difícil “agradar gatos”... você faz 99,9% e o “Mimi” ainda faz sinal de desagrado que vão das orelhas à cauda!.. Gatos têm códigos múltiplos quando desejam passar bem...! Os de casa que se cuidem! Já que gatos não desempenham tarefas específicas como pagamento de ajuda de custo. Falando de tal “novidade” com um amigo, ele perguntou: “ – Qual é a raça predominante dessa “Gata”, digo: - Pretinha? E arrematou: “ – É da raça estabelecida, natural, mutante ou híbrida? Deixe eu ver, é um Burbese?... Abissínio ou...”. Depois do distinto amigo enumerar cerca de quarenta raças de gatos de todos os continentes, eu disse: ” – Ela, a Pretinha, é Vulgaris mesmo! Aqui, não vai nenhuma forma de depreciação...” Completei.
De índole folgazã, a Pretinha em questão, criou seu centro de adestramento onde, em meio às correrias, piruetas e outros malabarismos, como técnicas de sobrevivência da espécie, esqueceu o seu antigo reduto... Sua casa, agora, é do tamanho da sua aspiração... Quem não é Ojos Azules!...
Para não sucumbir na idéia de entrar em “Balaio de Gatos”, digo apenas o seguinte: “ – Se essa Pretinha tivesse surgido no tempo da inquisição...”
Bem, a Pretinha não tem PEDIGREE, porém, apesar da intromissão, ela transita livre e solta pela casa, fazendo até descabidas exigências... Sinal dos tempos...

MIAU!...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O Filósofo da Praça Azul (Botadas & Tiradas)


Em 2014, muita saúde e paz.
Se quiser mais...
Que corra atrás!

O cidadão ético só pode estudar ciências exatas.

O ano bissexto deveria ter 32 de dezembro.

Escreveu não leu, o pau leva a culpa!

Vem aí o político versão 2014.
É só milhar, gente...

Por medida de economia, político agora defende o ...OVO.

Todo dia tem um santo dedicado a data.
São Risal é o ano todo...

Vê televisão deixa a pessoa mais próxima do hospício...


FILÓSOFO & FUTURISTA: 

¬Canindé vai continuar na mesma; mesmice...

De tanto alimentar o ego àquele político virou éguança...

O código de barras não pode ser barrado!

Qual a diferença entre o gato e o telhado? O primeiro sobe.

Enfim, um escritor sem estilo...

Quaisquer semelhanças...

domingo, 15 de dezembro de 2013

Botelho Pinto, o autor e o estilo.


Quem está afeito à leitura dos grandes autores universais, deve ficar atento ao que vos ditarei... Trata-se do ourives da literatura mundial Botelho Pinto. O autor e o seu estilo estarão nas maiores livrarias do país, com o livro “Seu Lunga, o Velho Mais Zangado do Mundo”. O volume em questão traz algo de novíssimo as letras! Desde Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, José Saramago, Machado e outros apetrechados autores daqui e d’além mares. Nunca um autor havia despertado tanto interesse ao publico ledor! O inusitado do estilo está na bem elaborada e exigente tessitura, onde autor, obra e estilo despertam no eventual leitor a cobiça de plagiá-lo, fazendo unanimismo e untando as mãos com tão despertada volúpia! Os neófitos que lançam obras como quem comercializa frutas do conde, hão de ficar de orelhas em pé, ante a impactante obra. Conselho aos navegantes: ¬”Leiam-na e após o ato, apregoem o vibrante autor e a obra, comestíveis com a visão dos que conservam o bom gosto!”

      

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

CHÁ LITERÁRIO


Meu Canindé, eu conto...

A casa do conto funciona “apertada”, num cubículo contiguo á biblioteca. Existe uma “grande” no elenco, que ao lado de uma “grandona” e outras mais, movem céus e terra para fazer o projeto acontecer. Pelo menos uma vez por mês é promovido um chá, que se não fosse pelo horário, poderia se dizer bem ao estilo Britânico. São homenageados sempre um ou mais nomes “prata-da-casa”. Em janeiro, será homenageado o jornalista Chico Karam cuja memória continua viva no segmento cultural. A casa do conto é um movimento latente em meio à inércia cultural...   

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

“Mané de Coca”



Monteiro Lobato criou o personagem Jeca Tatu, para denunciar, em tom irreverente e caricatural, a situação crítica em que vivia o nosso homem do interior. Em 1918, a figura de Jeca Tatu foi utilizada nos folhetos de propaganda do laboratório Fontoura, atingindo imensa popularidade e contribuindo para criar a imagem deformada do nosso sertanejo. Um folclorista cearense (Leonardo Mota) certa feita disse: ¬ O sertanejo não é Jeca Tatu, é Manuel Xiquexique, e xiquexiques não se põem de cócoras.

NATIVISMO


“Contra o sacerdócio, que é o ócio sagrado, surge, na sua virulência, o negócio que é a negação do ócio”.  (In pensamento vivo de Osvaldo de Andrade)

Nessa terra se faz pão e se fabrica poesia...
Sua fé é o produto mais apregoado às massas ignaras.
Seu progresso viaja no comboio dos segundos.
O sino da matriz rivaliza com o canto dos galos.
Os vigias sonham com o strip tease das cadelas e os domingos têm tardes bissextas.
Suas ruas roubam passos dos transeuntes e os IMPACTOS calam na próxima esquina...
Mesmo assim, essa é a minha terra,essa é a minha cidade:
Das beatas e dos loucos/das lágrimas e dos madrigais/dos muitos e dos poucos/dos ébrios e dos anormais.
Aqui, políticos prometem promessas. Talentos são enterrados a três por quatro, as verdades são cenas de teatro.
                                                                                               Gonzaga Vieira