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segunda-feira, 6 de julho de 2015

LIVRO: Centenário da Igreja do Monte



                                                      Por: Gonzaga vieira
    
  A guisa de comentário acerca do livro: “Centenário da Igreja do Monte 1915 – 2015 Canindé-Ce.”
     
     Em meio à aridez editorial na nossa “santa terrinha”, havemos de saudar o lançamento do citado compêndio do escritor Frei João Sannig, OFM. O autor não é neófito, pois já constam de sua autoria, outras brochuras.
     Farta em fotografias, umas atuais outras antigas e com um texto memorial convincente. “O Mirante da Fé” (aqui batizado por mim), ganha destaque pela sadia leitura tanto dos nativos quanto dos adventícios que por aqui aportam (geralmente pagadores de promessas) fica o registro á posteridade: (Cem) 100anos não são 100 dias!...
     Que outros venham a lume.
     



domingo, 5 de julho de 2015

IGREJA DO CRISTO REI


IGREJA DO MONTE (Cristo Rei)
 Lançar um olhar sobre a imagem de Cristo padecente na cruz, pobre, obediente, resignado e sobre a imagem de Cristo Rei é contrastante. Tiraram a coroa de espinhos e colocaram uma coroa do mundo. Tiraram o cajado de pastor e colocaram um cetro de poder. Engano da igreja? Não. Jesus é o Rei do Universo. Sua autoridade não se origina de um poder que oprime, mas do amor e do serviço. Cristo é Rei na Cruz, é Rei glorificado. Ele conquistou a realeza pelo humilde serviço, assumindo nossa humanidade e se entregando na cruz para nos remir da maldição do pecado, como nos ensina São Paulo. 
UMA BREVE HISTÓRIA SOBRE O TEMPLO
          Há muitos anos atrás, no último domingo de Novembro, festa de Cristo Rei, havia animada festa na Igreja do Monte, especialmente para o povo de Canindé, como os mais velhos contam. Essa festa desapareceu apenas se celebrando ali uma missa naquele domingo.
          Em 1976, no entanto, já estando em parte reformado aquele templo, desejaram-se restaurar também aquele costume antigo. Até porque não era de bom grado deixar perecer as tradições sadias do povo. Elas nos enraízam mais vitalmente em nossas origens.
          Portanto as celebrações de Cristo Rei aconteciam no dia 21 de novembro, ainda estando em andamento à restauração da capela, na qual se realizaria a reinauguração do templo no dia 28, último domingo de novembro.
          Nos dias 25, 26 e 27, às 19 h, havia tríduo de preparação com pregação e bênção, do Santíssimo Sacramento, em seguida, barracas, retreta e no dia 27 leilão em benefício da capela.
          No dia 28, às 18 h, acontecia a missa campal no palanque atrás da Basílica. Seguindo-se a procissão com a imagem de Cristo Rei, da Basílica ao Monte. Encerrando as solenidades religiosas com benção solene do Santíssimo Sacramento, no patamar da igrejinha.
          Em relação às obras de talha, esculpidas por Francildo, como se refere a história, representando a 15ª estação da Via-sacra: a Ressurreição.

          As mesmas já foram substituídas em uma reforma geral acontecidas no ano de 2011 na qual houve a recuperação do piso, iluminação, jardinagem, revestimento, pinturas e altar-mor que foi realizado pela paróquia de Canindé através do operoso pároco Frei João Hamilton na qual os romeiros e os canindeenses são eternamente gratos por tal empreendimento.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Em torno de uma autora...



Meu Deus! Que é que eu vou dizer depois que a apresentadora do livro escreveu que o mesmo é uma “Tapeçaria Poética...” (?) Levando-se em consideração a vocação artesanal do juazeirense, ouso afirmar que a autora fez “um rosário” contendo 250 contas, digo: estrofes de puro ouro, obra prima da ourivesaria local! Cada conta, pereniza o envolvente e palpitante saber histórico, com gosto de mel de engenho! Pesquisadora de escol, Rosário Lustosa foi mais além: ¬ “Dividiu a obra em tópicos ou ciclos” ¬ 1. “um dedo de verso”. 2. “O cariri cearense” 3. “Crato na Literatura de Cordel, 250 anos de Vila Real”. 3.1 “O começo”. 3.2. “O Crato virou cidade”. 3.3. “Fatos históricos”. 3.4. “Pessoas Ilustres”. 3.5. “Faz parte da tradição”. 3.6. “O Crato nunca esqueceu”. 3.7. “O Crato na atualidade”. 3.8. ”Geopark Araripe”.

Ainda, hinários, prefeitos do Crato desde 21 de Junho de 1764. Talvez, haja passado algo da minha parca percepção, além do “pertencimento”, pelo qual a autora se apodera do Crato!

Assinalo, porém, que esse livro é um verdadeiro “castelo” da inventiva cordeliana, reunindo amor, devotamento, apreço e compromisso com a história do Crato e de toda a região do cariri cearense!...

Rosário tem em V.S. uma mestra do mais fino lavor poético!

Gonzaga Vieira – Poeta popular, cordelista.
Canindé- Ceará.   


sexta-feira, 6 de março de 2015

Um tangerino do Cordel



Na trilha da pesquisa: Um tangerino do cordel!
                                                                          
                                                                                    Por: Gonzaga de Canindé.

Para sintetizar a empatia entre Arievaldo e o cordel, basta dizer que o livreto popular entrou na vida do cordelista, antes da também popular, “carta do ABC!” Morando no lugarejo denominado “Ouro Preto”, sertão quixeramobiense, o multifacetado autor, bebeu da fonte revigorante seiva cordeliana, através de sua avó matriarca dona Alzira, ávida por novidades ¬as malas dos cordelistas, no mais das vezes, simples e humildes “folheteiros”- estes prosaicos “entes” eram quem traziam as “boas novas” digo: Romances, por ocasião dos festejos de São Francisco de Canindé, a “Meca Cearense”. Dizem os familiares que o Arievaldo era guloso! Os cordéis adquiridos pela genitora do “seu” Evaldo, outro devorador leiturante de almanaques e cordéis... Esse convívio foi marcante para ô despertar do talento, do citado mestre, que teve uma passagem meteórica entre o leitor e o autor de futuras obras de fôlego como: cordéis, livros, almanaques etc. Quem teve o prazer de conversar e de conviver  com o Arievaldo ainda nos anos 70/80 , sabe o quanto já era promissora a trajetória daquele garoto de “Calças Curtas” que tinha o “topete” de entrar em conversas de gente grande... Aqui, não há espaço para nominar os títulos de cordéis em parceria, nem os de sua lavra, tampouco, os livros editados com absoluto sucesso! Arievaldo vai tangendo a lira fecunda, fabricando estórias que viram historia! Palestrante de largos recursos troca muitas vezes os artifícios da tecnologia de ponta, para no jargão popular, incursionar pelas beiradas do gracejo puro e simples... Admira que com credencial tão eloqüente não tenha surgido algum “pregoeiro” para saudá-lo, por ocasião do surgimento de mais esse rebento! O Ari – Ari Evaldo Viana Lima – transita livre, lépido e solto por todos os ciclos do cordel indo do gracejo a historia e a critica social, fazendo uma literatura popular oral e impressa de excelente qualidade, pois ama verdadeiramente o que faz.

Finalizando, ouso afirmar: Fazer cordel é mister/de quem vive atento/Um operário do belo/que não conhece o lamento/Faz poesia meritória/Galga, lugar na história/Tem mestre ¬ o pensamento!.   

O freguês pode até dizer que eu não tenho método (ou será mérito?...) ao escrever. Pode ainda, dizer que me falta estilo! Não pode é dizer que me aposso da produção ou da estilística alheia... Como é comum por ai afora. Faço o que ensinou Paulo: ¬Leio tudo e “separo o bom do ruim...”


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ALLAN KARDEC


ALLAN KARDEC EM CORDEL (VIDA, EXEMPLOS E OBRAS)

Como um manancial de luz
Se espargindo em torrente
Imploro ao Divino Mestre
Jesus, aqui bem presente
Que aclare meus sentidos
E comande minha mente

Não me falte o repente
Nem o dom da poesia
Vou traçar uma história
Não é mera fantasia
Sobre um espírito nobre
De talento e fidalguia...
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Contato: 85-994165266 ou jmgonzagavieira@gmail.com

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Santa Benigna


Peço ao pai onipotente
O dom da inspiração 
Para narrar essa história
É própria a ocasião
Não me falte à verdade
Do principio a conclusão

A santa religião
Para muitos é lenitivo
Os santos são venerados
Na arca do altar votivo
A Mártir Santa Benigna
Nos enseja esse motivo

Benigna Cardoso da Silva;
De Santana, era natural
Nascida no Sitio Oitís
Em Inhumas, zona rural
Em solo caririense
Veio de parto normal...
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Contato: 085-92706273 jmgonzagavieira@gmail.com 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

INÉDITO


A vida de Xavier de Medeiros (ou a saga do fundador de Canindé)  

Vinde ó musas dos Entais
Fecundar a minha mente
Leveda os dons de Catulo
Com Patativa à frente
Pra narrar essa história
De forma bem convincente

Aqui não é ficção
Da pena do escritor
Mas, dum vero português
Homem probo, de valor
Que de nosso Canindé
Ele foi o fundador...
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