Por: Gonzaga
de Canindé.
Antes de me
ater ao assunto que irei tratar, gostaria de público, dizer do respeito e da
consideração que eu, devoto ao frei Joazinho Sanning, OFM, operoso e dinâmico sacerdote.
Pois bem, por ocasião da 3ª Conferencia Municipal de Cultura de Canindé,
ocorrida na data de hoje (6/6) tendo como local o centro de treinamento do Convento de Santo Antonio de
Canindé. Durante tal evento, um dos oradores que compunha a mesa, tachou
o poeta cordelista Gonzaga Vieira, de MENTIROSO. O tal destempero do
historiador João Sanning, foi após ler o cordel intitulado Canindé, da Lenda à Realidade, trabalho de cunho ficcional. Ele
achou por bem ou por mal, dizer que o autor faltou com a verdade. Ora senhores, desde que o mundo é mundo, que
os escritores usam da ficção para narrar feitos heroicos ou circunstanciais. O
cordel em tela, conta a estória de um vaqueiro que achou uma pequena imagem no
capinzal, levando-a para casa e acondicionando-a em uma mala. Eis que quando o
vaqueiro retorna à mala para reaver o santo, o mesmo havia sumido
misteriosamente! De imediato, ele retorna ao capinzal encontrando a mesma
imagem do santinho no mesmo local de antes. Isso ele repetiu varias vezes,
porém, o santo teimava em voltar. Depois de idas e vindas, o vaqueiro chegou a
conclusão que o santo gostava daquele local. Daí ele construir uma capelinha
naquele aprazível local. Senhores, o relato aqui está em prosa, mas quem quiser
adquirir o trabalho em feição cordeliana, poderá adquiri-lo com o autor do
trabalho. O padre tem razão? Não vá o historiador além da história. Em outras
palavras, não se pode botar os carros diante dos bois! Fechando o assunto: ¬O padre
em questão, continua gozando do meu apreço, e da minha subida consideração! Paz
e Bem.
Assina: José
Maria Gonzaga Vieira, poeta popular, cordelista.

